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Desde a antiguidade chinesa, encontramos referências sobre a cultura física, pois os antigos amavam a dança, o combate, a ginástica olímpica e os esportes. Existem registros datados de 220 a .C. quando a educação oficial foi imposta ao povo como forma de controle social preventivo contra qualquer movimento de independência.

Paralelamente ordens religiosas e militares desenvolveram sistemas educacionais próprios com treinamentos físicos, marciais e terapêuticos distintos, além da contribuição isolada de eruditos e mestres solitários, que se desenvolveram em círculos muito fechados.

Os milênios de guerra que viveu o povo chinês lhes permitiram acumular conhecimentos que são uma contribuição de gerações de educadores e mestres especialmente no que se refere à educação física e à luta, bem como em diversas áreas de sua cultura.

A ginástica respiratória merece grande destaque por seus efeitos extraordinários, o severo treinamento de resistência dos militares e os benefícios dos banhos medicinais, são algumas destas técnicas que ainda levaremos algum tempo para compreender seus efeitos e alcances.

Mesmo em épocas remotas temos notícias de conjuntos de práticas esportivas e marciais tanto de origem religiosa como militar, que aos poucos foi passando para o público leigo.

O Clássico da Medicina chinesa ou “O Tratado Interno”, dos tempos legendários, trouxe importantes conhecimentos que privilegiam a medicina preventiva, onde as práticas corporais possuem uma relevância especial para a promoção da saúde física, mental e social.

Confúcio afirmava que os exercícios físicos aumentavam o vigor, eram formadores do caráter, fortificavam as boas inclinações dando noção de lealdade:

“Humildade na vitória e coragem na derrota”.

Enfatizava sobretudo, a cortesia durante os torneios, chamando de “homem inferior ou indivíduo mesquinho”, aos que não se portassem lealmente com os adversários e colegas.

O confucionismo também pregava que o corpo herdado dos pais deveria retornar “claro e inteiro” para os domínios da morte. Estes preceitos retardaram muito a dissecação de cadáveres que só ocorreu séculos depois, mas estimularam a atitude humanista que associa a higiene corporal à limpeza intelectual, numa versão chinesa do “mente sã em corpo são”.

Confúcio, como seu colega grego Pitágoras, estimulou o desenvolvimento físico dentro de certos limites, pois o excessivo interesse no corpo denotava uma inferioridade que não condizia com o verdadeiro caminho do meio, chamado de “Harmonia Central”, confuciana, ou o “Áureo Meio” dos gregos.

Os Taoístas, por sua vez, adotavam uma concepção diversa quanto à cultura física, pois concebiam que a personalidade de um indivíduo se afirma por seu domínio sobre o corpo.

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